Uma voz que ecoa no horizonte,
assim permanece viva e na consciência de poucos a luta, a ideologia de um homem
que desenvolveu em nossa cidade um trabalho em torno da preservação cultural e
das raízes afros descendentes através da Fundação Cultural Ilê Axé de D´Oya,
atualmente conhecida com o nome do seu fundador Jose Soares de Lima (In
Memoriam).
Deixando um legado plantado, principalmente
no sentido de promover o desenvolvimento do ser humano, atuar e prestar
serviços à comunidade local; principalmente no que se dizia respeito a questões
de exclusões sociais com o impulso de solidariedade e associativismo coletivo,
na busca do reconhecimento e da preservação de suas raízes.
Foi o primeiro cidadão
guarabirense a levantar a bandeira em defesa da questão racial em nossa cidade,
principalmente da raça negra, assim chamada de afro descendente, participando
ativamente de movimentos educacionais e sociais contando como o apoio de outras
entidades a exemplo do SEDUP/FCD/SIRACS/ entre outras.
Com base firmada dentro do
estatuto da igualdade racial: projeto de Lei nº 3.198/00 de autoria do deputado
Paulo Paim, defendeu o livre exercício dos cultos religiosos de matriz
africana, iniciando assim sua participação e colaboração dentro das politicas
publicas para negros no estado da Paraíba.
Um de seus últimos legados deixado e defendido por ele foi à implantação no município da disciplina que trata da questão do estatuto ministrado nas escolas municipais sobre a difusão da religião afro brasileira na educação, instituída pela lei nº 10.639 (In tolerância a as Cotas). Assim partindo do principio de que não fomos nós que estabelecemos os conceitos – “Cor/Raça/Etnia/Credo”, “procedência patrial”, etc. Os Acadêmicos é que nos “estratificaram” em lugares diversos das sociedades.
Somos sociedade civil – indivíduos, grupos organizados ou não todos sob padecentes de seus ditames, portanto, fadados a optar por um desses lugares ao sol!
Após a sua morte... Três penamentos expressam a sua força e determinação: " Suba o primeiro degrau com fé. Não é necessário que você veja toda a escada. Apenas dê o primeiro passo" e "Eu tenho um sonho. O sonho de ver meus filhos julgados por sua personalidade, não pela cor de sua pele", "Se um homem não descobriu nada pelo qual morreria, não está pronto para viver". Martin Luther King
Hoje 20 de novembro dia da celebração
da consciência negra, há 06 anos a trás, era realizada em nossa cidade na Casa
Osório de Aquino a 1ª sessão solene da história de guarabirense em comemoração
ao Dia da Consciência Negra, com a realização de debates, oficinas de formação
e capacitação em identidade negra, contando com a participação de
representantes de entidades negras paraibanas, movimentos sociais,
representantes de instituições convidadas, palestrantes do MNPB e da Federação
dos Cultos Afros do Estado da Paraíba, sendo repetida nos anos subsequentes.
Fica a pergunta? Até que ponto pode a ideologia, a luta de um homem
em defesa do que é objeto da sua mais alta aspiração,
alvo supremo de ambições ou afetos ficarem esquecidas; Quando sabemos que a
cultura é sinônima de identidade de um país, estado ou município.
Da redação Walter Lima
Da redação Walter Lima





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