segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Sem disputar eleição, PEN pretende ter 200 prefeitos em 2013


O Partido Ecológico Nacional (PEN) estima conquistar  entre 150 e 200 prefeituras neste ano. A legenda, criada em junho passado, no entanto, não conseguiu voto algum, já que não disputou as eleições municipais. Para atingir a meta, o PEN aposta na onda de vereadores e prefeitos que tradicionalmente trocam de bandeira após serem eleitos.

Segundo o presidente nacional da sigla, Adilson Barroso, caso a Justiça Eleitoral tente barrar a migração partidária dos candidatos eleitos na última eleição para o PEN, o partido entrará com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para assegurar o direito de registrar prefeitos e vereadores eleitos na legenda.
De acordo com Barroso, há conversas com eleitos em todo o Brasil. Além dos prefeitos, ele estima filiar de 1.500 a 2.000 vereadores em todo o país.

O PEN não pôde disputar as eleições municipais deste ano justamente por sua data de fundação. Os partidos precisam do registro no TSE até um ano antes para participar do pleito. Segundo Barroso, o partido possui o direito de registrar os candidatos eleitos, mesmo que em outras legendas.
"Vários nomes trabalharam pela fundação do partido. Alguns mais e outros menos, mas muitos ajudaram a fundar o PEN e não foram para o partido justamente porque não poderiam disputar a eleição", disse.
"Não tenho culpa se o partido foi regularizado na data que foi", afirmou o presidente da sigla, que não quis divulgar nomes de políticos que pretendem mudar para a legenda.
Infidelidade partidária

Em 2007, após ação do DEM, o TSE decidiu que o cargo pertence ao partido e não ao candidato. Portanto, caso um político pretenda trocar de legenda, precisaria deixar o cargo que ocupa caso não tenha justa causa para a mudança.

A Justiça Eleitoral considera razões que tornam legal a mudança de legenda a incorporação ou fusão do partido; a criação de novo partido, como no caso do PEN; mudança substancial ou desvio reiterado do programa partidário, e, a grave discriminação pessoal.
Como surgiu ainda este ano, o PEN acredita que terá amparo na legislação para trazer candidatos eleitos para a legenda.


Da redação Walter Lima / Agencia Brasil

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