quinta-feira, 11 de outubro de 2012

PIB teve o maior índice de março de 2011,segundo indicador do BC




BRASÍLIA — O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) registrou em agosto a quinta alta consecutiva, com aumento de 0,98% em comparação com o mês de julho. Com mais este resultado, o melhor dos últimos 17 meses , o indicador mostra que a economia pode finalmente ter engrenado um processo de recuperação. No ano, o indicador aponta crescimento acumulado de 1,06% da economia.

A notícia vem um dia depois de o Comitê de Política Monetária (Copom) reduzir pela décima vez os juros básicos, ainda para garantir os estímulos ao Produto Interno Bruto (PIB), em meio a incertezas internacionais que ainda não saíram do radar.


Para o economista-chefe da Votorantim Corretora, Roberto Padovani, o IBC-Br de agosto reflete as medidas que vêm sendo adotas pelo governo nos últimos meses. Além das sucessivas reduções dos juros e do “afrouxamento do compulsório”, ele afirma que os estímulos ao setor automotivo estão por trás da retomada dos números da indústria.


— Se olharmos para os dados de julho e agosto, podemos imaginar que o resultado do PIB no terceiro trimestre do ano poderá estar próximo de 1%. É um bom resultado. Mostra, em boa medida, os resultados das políticas do governo — disse Padovani.


Criado pela autoridade monetária para guiar os diretores da autarquia na hora de decidir a política de juros do país, o IBC-Br é considerado pelo mercado o PIB do BC e, por isso, é usado para as projeções dos analistas para o desempenho da economia.


Em agosto, o indicador passou de 142,52 pontos para 143,91 pontos.


Para os economistas ouvidos pelo BC na pesquisa Focus, a o país deve fechar o ano com um crescimento de 1,57%. Embora conte com um crescimento de 2% para o ano, a expectativa do ministro da Fazenda, Guido Mantega, é de que a economia deva fechar o último trimestre de 2012 com uma taxa anualizada de expansão em torno de 4%. Para 2013, a aposta do mercado é de expansão de 4%.


Da redação Walter Lima / O Globo Economia 

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