segunda-feira, 30 de julho de 2012

Italianos são libertados na Síria


Técnicos trabalhavam para uma empresa multinacional e ganharam a liberdade após uma semana de cativeiro


Dois técnicos italianos, que trabalham para o grupo Ansaldo na Síria, foram libertados na sexta-feira, após uma semana desaparecidos, indicou a agência oficial Sana. 

Na segunda-feira, o Ministério italiano das Relações Exteriores informou que os dois haviam sido detidos no dia 20 de julho pela Polícia síria quando se dirigiam para o aeroporto de Damasco. 

Mas, de acordo com a Sana, "durante as operações para limpar certas regiões (dos rebeldes) na província de Damasco, as tropas sírias libertaram os dois especialistas italianos que tinham sido sequestrados por grupos terroristas". 
A imprensa italiana identificou os dois como Oriano Catari, 64 anos, e Domenico Tedeschi, 36 anos. Eles devem deixar a Síria neste sábado. 
Segundo o jornal “Gênes Il Secolo XIX”, os italianos trabalhavam na construção de uma central elétrica em Deir Ali, perto de Damasco. 
O ministro italiano das Relações Exteriores, Giulio Terzi, comemorou a libertação em um comunicado. "A libertação de nossos dois cidadãos pelo grupo que os detinha é muito positiva. Continuaremos a acompanhar o caso para concluir rapidamente o retorno à Itália", declarou. 
A agência de notícias italiana AGI conseguiu entrar em contato com Catari. "Nós estamos bem, foi muito difícil. Quem nos sequestrou? Nós também gostaríamos poder responder a esta pergunta. É difícil dizer (...) quem nos pegou estava com o rosto coberto", declarou. 
Na sexta-feira, a Itália pediu "pressão máxima" sobre o regime do presidente sírio Bashar al-Assad para impedir um novo massacre em Aleppo, a segunda maior cidade do país, onde o Exército lançou neste sábado uma grande ofensiva contra os rebeldes. Até agora, mais de 20 mil pessoas morreram em confrontos desde março do ano passado.

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