GUARABIRA, PB – O aumento de casos de violência contra animais nos bairros de Guarabira tem acendido um alerta vermelho na população e entre defensores dos direitos dos animais. Relatos de felinos mortos por envenenamento e em situação de abandono vêm crescendo de forma alarmante, expondo um grave problema que mistura crueldade, falta de controle populacional e riscos à saúde pública.
O caso mais recente foi registrado na manhã deste domingo (19/07/2026), no bairro São José. Um morador da Rua José Celestino fez um registro fotográfico chocante que mostra um gato já em estado de putrefação, com sinais visíveis de envenenamento. O animal foi deixado exposto em cima da laje de uma residência situada na Rua Antônio Feliciano, via que se interliga com a Rua Hermenegildo Ribeiro.
Diante do cenário de degradação e risco sanitário, os moradores cobram uma ação imediata da Vigilância Sanitária Municipal, órgão responsável por atuar no controle de zoonoses e na remoção adequada de carcaças para evitar a proliferação de doenças.
O Ciclo do Abandono e os Riscos à Saúde Pública
Muitos bairros de Guarabira enfrentam hoje um ciclo vicioso perigoso. Sem políticas massivas de castração pública, os gatos de rua se reproduzem rapidamente, formando colônias. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que o abandono gera graves consequências para a saúde pública, facilitando a transmissão de doenças para humanos.
Infelizmente, o aumento da população felina gera incômodo em alguns vizinhos, o que costuma culminar em picos de abandono e em crimes bárbaros, como agressões e o uso de venenos — prática que, além de cruel, coloca em risco a vida de crianças e outros animais de estimação.
O que diz a lei? Abandono e Envenenamento são CRIMES
Muitos desconhecem, mas o abandono e o envenenamento de animais não são apenas "problemas de vizinhança", são crimes ambientais graves.
Maus-tratos e Abandono: Atitudes como expulsar o animal de casa, deixá-lo perpetuamente na rua ou retirar seu alimento configuram maus-tratos.
A Lei Sansão: No Brasil, a Lei 14.064/2020 endureceu as penas para quem maltrata cães e gatos. A legislação prevê pena de reclusão de 2 a 5 anos, multa e proibição da guarda do animal. Por se tratar de crime com pena de reclusão, o agressor pode ser preso em flagrante.
Como agir e a quem recorrer?
A população precisa entender o papel de cada órgão para que as providências sejam tomadas de forma rápida e eficiente:
1. Investigação e Flagrante (Policial)
Em caso de suspeita de maus-tratos, envenenamento ou abandono, a competência é policial.
Polícia Militar (190): Deve ser acionada imediatamente em casos de flagrante (se você vir alguém abandonando ou envenenando o animal no momento).
Guarda Civil Municipal: Também pode ser acionada para apoio e fiscalização, caso o município disponha de patrulha voltada à proteção ambiental.
Polícia Civil: É a responsável por abrir o inquérito e investigar os autores do crime. É fundamental registrar o Boletim de Ocorrência (BO).
💡 Dica importante: Reúna o máximo de provas possíveis. Fotos, vídeos, placas de veículos e depoimentos de testemunhas são cruéis e fundamentais para que a polícia identifique os criminosos. Denúncias também podem ser feitas de forma anônima através do Disque Denúncia.
2. Saúde Pública e Remoção (Vigilância Sanitária)
Se o animal já for encontrado morto, o foco passa a ser a saúde coletiva. A Vigilância Sanitária Municipal deve ser acionada para fazer o recolhimento seguro do corpo, mitigando o risco de zoonoses e contaminação do ambiente urbano.
A conscientização e a denúncia são as armas mais fortes para frear a onda de violência contra os animais em Guarabira. Não se cale diante da crueldade.
Redação: Walter Lima/ Jornalista / Enfermeiro / Pedagogo.



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