Em seu discurso ontem em transmissão em rede televisiva, o papa fez referência a "tantos jovens que perderam a confiança nas instituições políticas, por verem egoísmo e corrupção". Fez ainda referência aos escândalos de abuso sexual que atingiram a congregação e lembrou os que "perderam a fé na Igreja, e até mesmo em Deus, pela incoerência de cristãos e de ministros do Evangelho".
PROTESTOS
O papa cobrou dos jovens que não sejam como Pôncio Pilatos, que lavou suas mãos sobre o destino de Jesus, segundo a crença cristã.
Essa foi a segunda vez em dois dias que o papa fez um apelo aos jovens, que lideraram os protestos de junho no país para pedir melhores serviços públicos na saúde, na educação e o combate à corrupção.
Durante visita à favela de Varginha, na zona norte do Rio, na quinta-feira, ele fez uma cobrança para que a juventude não perca a confiança e não deixe a esperança se apagar.
Enquanto o papa acompanhava a Via Crucis, centenas de manifestantes realizavam um protesto também em Copacabana. A polícia acompanhou de perto um grupo de centenas manifestantes mascarados pedindo a renúncia do governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), e os próprios peregrinos montaram um corredor humano para evitar o contato dos fiéis com os manifestantes.
O evento em Copacabana, onde o papa também atraiu uma multidão de quase 1 milhão de pessoas na quinta-feira, encerrou mais um dia de uma agenda lotada do pontífice no Rio.
Pela manhã, Francisco assumiu funções de um simples padre e escutou confissões de jovens que participam da JMJ, e depois almoçou com jovens e se reuniu com menores infratores.
A Via Crucis foi representada em 14 estações espalhadas pela orla, sendo que a última no palco principal, por atores voluntários e personalidades católicas, que retrataram o sofrimento de Jesus e "as dores"presentes na sociedade de hoje. O papa acompanhou a celebração de uma tevê a partir do palco principal.
Da redação Walter Lima / Jornalista
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