quarta-feira, 27 de março de 2013

Angelita Lucas foi a entrevista do PROERD desta quarta e dá verdadeira aula de competência e conhecimento

O programa PROERD levado ao ar todas as quartas feiras pela emissora Constelação FM no horário das 11hs as 12hs, apresentado pelo Major Givaldo, entrevistou a presidente da AGI Angelita Lucas.



Demostrando toda a sua capacidade e conhecimento adquiridos nesses longos anos, debateu com categoria o tema da influencia das drogas e suas influencias patológicas no campo neuro funcional do ser humano, além da relação drogado (viciado ) com seus familiares, já que o consumo costuma provocar impactos nas relações familiares.

Como sabemos“O usuário se afasta do círculo familiar e dos amigos e passa a maior parte do tempo sozinho consumindo a droga ou com pessoas que também fazem o uso. As relações são caracterizadas mais pelo consumo coletivo da droga do que por vínculos afetivos”. acrescentando, falou também sobre os efeitos e consequências que o uso abusivo das drogas pode ocasionar no aspecto físico das vias aéreas até  o cérebro, a fumaça tóxica do crack causa um impacto devastador no organismo. As principais consequências físicas do consumo da droga incluem doenças pulmonares e cardíacas, sintomas digestivos e alterações na produção e captação de neurotransmissores.  

O efeito que elas causam nas crianças dependentes, foi um outro tema também debatido, crianças e adolescentes que fazem uso contínuo de crack podem ter o desenvolvimento cerebral comprometido, com impacto direto na capacidade cognitiva, ou seja, na maneira como o cérebro percebe, aprende, pensa e recorda as informações captadas pelos cinco sentidos. 

Assim, é comum que usuários da droga apresentem dificuldades de aprendizado, raciocínio, memória, concentração e solução de problemas, o que afeta o progresso acadêmico, o comportamento e a frequência escolar. “Eles tendem a ter histórias de prejuízo no desempenho educacional, possuem menor probabilidade de ter um emprego formal na vida adulta e maiores índices de envolvimento criminal do que usuários de cocaína em pó”.

Por não terem meios próprios para conseguir dinheiro, crianças e adolescentes também estão mais suscetíveis a adotarem atitudes de risco para comprar a droga, sendo submetidos à exploração sexual comercial, em relações desprotegidas. Em suma, mais nada que um trabalho de conscientização principalmente com os familiares ( Pais e Mães)  de como se portarem diante de um problema de grande porte que vem tomando conta de todas as classes sociais indistintamente. 

Ou seja um processo de reinserção social, onde a  presença da família é importante durante todo o processo de tratamento da pessoa que apresenta dependência e fundamental também na etapa da reinserção social do ex-usuário de crack. Após o término da fase intensiva de tratamento e com o retorno ao meio familiar, o restabelecimento das relações sociais positivas está diretamente relacionado à manutenção das transformações.

É fundamental que a família reconheça que ele está em um processo de recuperação de dependência, compreenda suas dificuldades e ofereça apoio para que ele possa reconstruir sua vida social. “Durante o tratamento os familiares e amigos podem e devem apoiar o dependente, se possível com ajuda profissional. O principal risco para um ex-usuário é se sentir sozinho, desvalorizado e sem a confiança das pessoas próximas”, disse.

A capacidade de acolher e compreender, estabelecer regras claras de convivência familiar, a demonstração de um interesse real em ajudar e de compromisso com a recuperação, além do respeito às diferenças e da manutenção de um ambiente de apoio, carinho e atenção, são atitudes que contribuem para melhorar a qualidade de vida do ex-usuário e ajudam na prevenção de recaídas. “De forma geral, no início é preciso exercer um controle maior sobre as atividades do indivíduo, manter uma rotina mais rigorosa, com acompanhamento. É preciso oferecer toda a ajuda possível, manter uma proximidade maior. O que faltou antes vai ter que ser fortalecido neste momento”.



Da redação Walter Lima / Jornalista 






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