Artigo
Na noite do dia (17-06), por volta das 21h00, chegou à cidade o som das sirenes da ambulância do SAMU e de um veículo do Corpo de Bombeiros, quando prestavam socorro a um casal de jovens que transitando sobre uma motocicleta, colidiram de repente com um jumento na rodovia entre Guarabira/Cuitegi, nas proximidades do posto militar da Manzuá. O acidente machucou muito à jovem carona e tirou a vida do rapaz de nome Jhow.
Em verdade, ainda bem que o município é beneficiado com a presença de equipamentos tão importantes ao socorro humano como UPA, SAMU, Corpo de Bombeiros e Hospital Regional Antonio Paulino Filho.
Não dá para entender como em pleno século XXI, ninguém, mas ninguém mesmo se preocupe com a elucidação desse tipo de problema, gravíssimo por sinal e que se faz tão comum no cotidiano de todos os munícipes paraibanos, especialmente. A responsabilidade de coibir esse abuso é de responsabilidade de todas as autoridades quer federais, estaduais e municipais.
No caso em questão, praticamente é necessária a intervenção do município, e de forma urgente, reestruturando a equipe que trabalha o recolhimento de animais nas estradas, praças e avenidas, pois, retirá-los de circulação não se trata apenas de cuidar da estética urbana, porém de preservar a vida, evitando-se acidentes dessa natureza.
Se as prefeituras gastam rios de dinheiro com bandas e mais bandas para animação de festividades populares, poderão retirar algum valor do seu orçamento mensal para organizar o aprisionamento dos animais, de forma contínua e sem protecionismo.
Contudo, é preciso salientar que ao município não cabe a obrigação de manter presos e alimentados os bichos, com a confortável omissão dos seus legítimos proprietários. Que sejam devidamente intimados conforme estabelece a legislação municipal vigente e denunciados ao ministério público quando for o caso.
Aos familiares do rapaz vitimado, pêsames e esperança de que Deus lhes dê conforto e muita paz.
Escritor, professor universitário (UEPB)

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