domingo, 8 de abril de 2012

Ricardo Coutinho anuncia reforma administrativa, mas mantém rumo do governo

O governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), anunciou uma reforma administrativa na equipe de auxiliares. Ele revelou ontem que as mudanças não ocorrerão somente por causa dos que estarão deixando o Governo até o próximo sábado, como forma de se desincompatibilizar dos cargos na administração pública estadual para disputar as eleições municipais deste ano, mas em decorrência de ajustes que pretende fazer no secretariado.


Ricardo Coutinho revelou que um ano e três meses de gestão é tempo suficiente para promover eventuais mudanças e ajustes na equipe. “Tenho trabalhado com isso. E a partir do momento que eu tiver as vagas que deverão ser preenchidas, naturalmente vou tornar pública como vou ocupá-las e quais serão as outras mudanças”, revelou.


O governador ressaltou, no entanto, que a reforma administrativa que pretende fazer nos próximos dias não irá resultar na mudança de rumo do Governo, mas uma forma de buscar potencializar as ações administrativas nas mais diversas áreas.


“Não vamos promover mudanças de rumo. O rumo governamental será o mesmo, nós vamos buscar cada vez mais pontencializar essa caminhada. Para isso, se for preciso trocar, ou adequar algum setor eu farei isso independentemente de qualquer coisa, porque eu não me sinto no direito de perceber que nós podemos produzir mais e não tentar”, declarou.


Ricardo Coutinho disse ainda, que continua disposto a trabalhar e continuar em buscar de alternativas para que a Paraíba possa ter o melhor Governo possível.


“Queremos garantir um Governo com coragem e capacidade de enfrentar todos os desafios. Um Governo que não tenha medo de tomar as medidas necessárias e corretas, que não coloque em jogo o interesse da população em função de uma lógica de ter meia dúzia de votos a mais. É preciso olhar para o Estado, defender o Estado e aproveitar este momento, que é um momento singular para fazer com que a Paraíba avance”, declarou.


Dois deixam o Governo


Em menos de 24 horas, dois auxiliares do primeiro escalão da administração estadual entregaram os cargos ao governador Ricardo Coutinho. Ontem, o advogado Harrison Targino encaminhou ao chefe do executivo o pedido de exoneração do cargo de secretário de Estado da Administração Penitenciária.


Targino preferiu não prestar esclarecimentos sobre o assunto, mas anunciou por intermédio de sua Assessoria de Imprensa, que a saída da Secretaria após um ano de Governo teria sido combinado previamente como o governador Ricardo Coutinho, para que assim que organizasse a Pasta estruturalmente deixaria o Governo.


O secretário de Educação, Afonso Scocuglia, também solicitou a saída do cargo. Na noite de terça-feira, o professor Afonso Scocuglia solicitou ao governador a saída do cargo de secretário de Educação do Estado da Paraíba. Ele afirmou que a partir de agora, exercerá a função de consultor educacional e pedagógico dos projetos da Secretaria de Estado da Educação (SEE). Scocuglia afirmou que foi convidado para acompanhar o governador na nova função.


Apesar de este sábado ser o prazo final para a desincompatibilização dos auxiliares que pretendem concorrer a um cargo público nas eleições municipais de outubro, os dois ex-secretários afirmam que não pretendem pleitear nenhum cargo eletivo.


No entanto a orientação do governador Ricardo Coutinho, anunciado na semana passada pelo secretário-chefe da Casa Civil estadual, Lindolfo Pires, foi para que os servidores que pretendem se candidatar às eleições municipais deverão entregar seus cargos até a hoje.


De acordo com Pires, a determinação foi feita, pelo governador Ricardo Coutinho, com a intenção de fazer uma única reforma administrativa, independente das datas estipuladas pela Justiça Eleitoral. De acordo com a legislação, os postulantes ao posto de prefeito só seriam obrigados a deixar suas funções em dois meses


Os prazos determinados pela Justiça Eleitoral para descompatibilização para que os ocupantes de função pública ou cargos de confiança que pretendem concorrer às cadeiras de Câmaras deverão ter abandonado as funções que exercem no Estado ou município é de seis meses antes do dia da eleição. Para quem vai se candidatar a prefeito o processo é diferente, o prazo é de quatro meses.


JORNAL CORREIO

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