quinta-feira, 19 de abril de 2012

O joio e o trigo eleitoral

Acompanhando as articulações políticas com vistas às eleições municipais deste ano aqui em Roraima, tem-se a impressão que vamos assistir a mais do mesmo, no que diz respeito aos verdadeiros motivos que levam muitos postulantes a se apresentar para a disputa: projeto pessoal de poder.

Certamente tem muita gente bem intencionada, querendo contribuir para o desenvolvimento do seu município. Mas também tem os velhos medalhões da política, querendo empurrar mais um dos seus cupinchas para manter o domínio político local.

Grupos de partidos se juntam, levantando a bandeira do pensamento coletivo, do bem comum, mas logo surgem as fissuras, pois o que parece enxuto e coeso rui com devido aos egos inflados e as vaidades pessoas. Pensar coletivo parece ser uma prática que está ficando pra trás. E o que era unido racha. Se esfacela. Certamente vão dizer que isso faz parte da dinâmica da política. Sim, faz. Dessa política pequena que tem empurrado o Brasil para o pântano fétido da corrupção.


Em muitos casos, impera o pensamento do “eu quero, eu posso, eu vou”. E dane-se a construção de um projeto de governança sólido, que resulte na melhoria das condições de vida da população. Os municípios interioranos de Roraima carecem de um líder político realmente preocupado em fazer essas cidades-vila se desenvolver de forma sustentável.

Mas as discussões políticas giram muito em torno de questiúnculas políticas, de egos magoados, dos acordos e acertos de campanhas passadas não cumpridos. Aos eleitores, cabe analisar com lupa o perfil de cada um dos pré-candidatos que ensaiam a coreografia da busca pelo voto. Certamente, virá por aí mais do mesmo: promessas que não serão cumpridas, falta de respeito à dignidade das pessoas e o olhar voltado para o que se pode tirar em benefício próprio do exercício do poder.


Por isso, todo cuidado é pouco. Caros eleitores, comprem suas lupas anti picaretagem e usem o colírio da consciência cidadã para quando chegar a hora de escolher os futuros gestores e legisladores das suas cidades. Do contrário, virão mais quatro anos infrutíferos, tempo de sobra para chorar o leite derramado. Ainda de que de nada adiante mais


Da redação / Email enviado pelo jornalista Luiz Velário / Boa Vista-Roraima

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