O quadro atual da política brasileira,
pintado a partir das tétricas cores das constantes denúncias de locupletação,
desmando, irresponsabilidades e falta de coerência com os compromissos
assumidos- notadamente durante as campanhas eleitorais – tem contribuído decisivamente
para que o eleitor, em todos os níveis, se torne cético quanto à importância do
ato de votar.
E esta desconfiança, em relação aos “políticos”, que toma conta
de todo povo, se respalda em fortes e irrefutáveis argumentos,quando a cada
triste e lamentável (porém necessário) episódio de apuração de uma
CPI,constata-se que o “correto e integro” que hoje acusa e julga,amanhã se
torna réu pelas mesmas falcatruas que condenou,surgindo a questão em quem confiar?
Ao que parece os senhores
que atualmente detêm (ou pleiteiam) um mandato eletivo, ainda não realizaram,
pelo menos em profundidade, as seguintes reflexões:
1 – como provar ao eleitor
que não pertencem ao mesmo grupo daqueles que se utilizam do mandato apenas
para legislar em causa própria?
2- como devolver ao
eleitor, a crença nos “homens públicos”, perdida após as desastrosas atuações
dos mesmos?
Resta, assim, ao homem do povo,
depois de seguidas decepções, analisar com argúcia se ainda é valido votar pelo
resultado do leilão a que é submetido o seu voto – comprado por feiras ou
favores, ou eleger princípios e ideais, independentemente da pessoa, e de suas
posses, contribuindo, dessa forma, para evitar a repetição dos recentes e
vergonhosos acontecimentos vivenciados pelo país, que transformaram o cenário político
brasileiro, nos últimos anos, em uma incomensurável mesmice sem perspectivas
futuro promissor.
Isso sem deixar de lado o exemplo
que vivemos atualmente diante, dessa conjetura política atual vigente em nossa
cidade.
Por isso o eleitor deve
observar minuciosamente, qual o candidato que trás o melhor perfil para governar
e promover o verdadeiro desenvolvimento sócio, político e econômico administrativo.
Da redação / Walter Lima
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