Entre as medidas a serem sugeridas pelos bancos está a permissão
para que os fundos de previdência privada (PGBL e VGBL) sejam usados como
garantia os empréstimos.
Depois do anúncio do pacote de
incentivo ao crédito feito pelo Banco do Brasil, que aumentou o limite
disponível aos clientes em R$ 43,1 bilhões, movimento que será endossado pela
Caixa Econômcia Federal na segunda-feira (09/04), os bancos privados começam a
traçar estratégias em conjunto para não ficarem para trás no mercado.
Oficialmente, Bradesco, Itaú
Unibanco, Santander e HSBC afirmam que estão “avaliando” a possibilidade de
lançarem medidas semelhantes. Nos bastidores, entretanto, eles se movimentam
para levar propostas ao Ministério da Fazenda, que deve receber na próxima
semana o presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Murilo
Portugal.
Entre as medidas a serem
sugeridas pelos bancos está a permissão para que os fundos de previdência
privada (PGBL e VGBL) sejam usados como garantia os empréstimos.
Essa é uma questão central para
as instituições, porque elas enfrentam indicadores de inadimplência bem maiores
do que os bancos públicos.
Dados do Banco Central mostram
que a margem de lucro dos bancos é a principal responsável pelas altas taxas no
país, com uma parcela de 32% na composição do spread, enquanto os impostos
diretos respondem por 21% e o custo administrativo, por 12%. Daí a bronca da
presidente Dilma Rousseff.
Do
Correio Braziliense
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