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quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

A maioria dos brasileiros estão indiferentes a política, por vão desinteresse ou por “nojo” do que se apresenta como sociedade política?


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120 anos atrás: Vista do primeiro Congresso Nacional 

Me chamou a atenção um artigo escrito pelo editor da revista eletrônica Santa Carona Thiago Lima, onde enfoca em seu contexto, o descrédito de que a maioria dos brasileiros estão indiferentes à política, por vão desinteresse ou por “nojo” do que se apresenta como sociedade política. Na atual conjuntura, observamos os políticos: politiqueiros, demagogos, mentirosos e manipuladores, dignos das piadas de mau gosto nos grandes centros e nas charges de jornais populares. A grande verdade é que a irracionalidade dos chamados “governantes” levou ao desprestígio um grande serviço à sociedade: a política. 

Proponho-me a escrever uma breve introdução à política, a luz da obra do professor José Pedro Galvão de Sousa, enfatizando o papel dos grupos locais/ famílias. Este trabalho se faz necessário e gritante, quando observamos um completo desconhecimento do que seja o direito natural, ante as falácias do chamado “Estado democrático de direito” e ao Supremo Tribunal Federal exorbitante. Se observamos um caos completo é porque os indivíduos não estão assumindo seu papel.

Vista atual do Congresso Nacional 2018

A sociedade é formada por pequenos grupos, ou seja, é uma sociedade de sociedades. Cada cidade surge de pequenos grupos locais, marcados por crenças, folclores ou laços familiares. Isso constitui a história e o sentido que os acontecimentos tomam. Aniquilar traços locais em nome de uma unidade global - globalista- é assassinar as chances de que essa particularidade seja grande. Isso é o que observamos no Brasil, grande nação marcada por regionalismos, entretanto estes, são anulados em nome de uma “cultura brasileira” diminuída a samba, futebol e jeitinho brasileiro, claramente fadada ao caos. A construção dessa pseudo cultura, muitas vezes se dá pela influência dos veículos de comunicação e das universidades enviesadas de um marxismo materialista e dialético. 

Como já foi dito no início, temos uma sociedade de sociedades, assim a sociedade política surge depois de outras, para manter a ordem, a segurança e a paz. Entretanto a classe política não deve delimitar ou definir o que são cada um desses tópicos. Deve antes, entender o sentido que elas estão tomando e cooperar para que sejam mantidas. Assim, concluímos de maneira genérica, que o papel da sociedade política é suprir as necessidades das demais sociedades. 

O trabalho político é harmonizar e disciplinar cada uma das sociedades, para isso, deve nesse contexto hierárquico ser superior e ordenado. Tendo como órbita a garantia da ordem, da justiça e da prosperidade, só assim os indivíduos poderão tornar cada vez maior a sua região e viver mais plenamente a felicidade desta terra. Não compete, porém, ao estado legislar em matéria de direito natural ou familiar, dado que isto seria o extermínio de uma sociedade menor, alterando totalmente o rumo a ser tomado, traçando o caminho contrário: falta de liberdade e insegurança. 

Da sociedade Política, brotam funções: a função legislativa, como já foi dito, não deve interferir diretamente em outra sociedade, comumente na família. Deve, entretanto, estabelecer e fazer a manutenção da ordem; à função judiciária deve-se a aplicação correta e imparcial nos conflitos de interesses. A função policial: a vigilância e prevenção de que as leis sejam violadas; todavia a defesa do território e da sociedade contra agentes externos se dá pela função militar. Para que isso tudo funcione corretamente é necessário a correta aplicação dos recursos públicos e a destinação de subsídios a grupos que necessitam, assim o indivíduo colabora no crescimento da sociedade e é ouvido pelos representantes. 

A sociedade política é formada por famílias ou grupo equivalente, e não indivíduos soltos -sociedade de sociedades. O indivíduo que participa da família certamente está em outros grupos, a família é a célula social, ou seja, dela tudo brota e só ela não pode ser destruída. Caso contrário, tudo acaba. Por isso, cada um trabalha na instância comum à sua família/grupo: município, província e nação. Sendo semelhante a isto, uma pirâmide, que na base encontramos a riqueza das tradições familiares e regionais e no topo a riqueza comum: a nação. Aqui compreendemos mais facilmente porque as interferências exteriores são desnecessárias e perigosas. Entendemos também que a separação em nome da técnica é inviável. Pois a técnica não usa a prudência e tal virtude é o cerne da política. Além de que, a técnica não compreende os indivíduos. 

O surgimento do Estado nacional nos dá uma nova configuração dos povos, assunto para um outro artigo, entretanto o estado-cidade e o estado-nação tem como característica um conjunto orgânico de famílias e demais grupos sociais. Nunca, porém organicista, pois a sociedade não é uma substância, mas uma unidade de ordem. A concepção organicista de sociedade, entende que esta é um ser vivo que tem uma unidade real e que os indivíduos dependem do todo social. O que não é verdade, o conjunto é formado pelas pequenas coisas, a nação pelas localidades. 

Não conseguimos observar nada disso no Brasil, todavia somos obrigados a engolir da mídia o slogan: “estado democrático “. Observamos a inexistência de uma ordem moral objetiva acima da vontade do homem, que é o fundamento de uma sociedade. Estado democrático de direito tal como assistimos hoje é o acobertamento da lei positiva às maiores aberrações e barbaridades. Toda canalhice humana seria tutelada em nome do direito. Assistimos na política o que já aconteceu na cultura e coroe a família: o completo barbarismo. 

O caminho para se desprender dessa amarra seria uma nova constituição, pautada no localismo, no direito natural e familiar, a destituição dos políticos atuais e a exaltação da história e cultura nacional.


Revisão literária e contextual Walter Lima/ Jornalista.

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