Páginas

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

FIM DA GREVE: Professores da UFPB retornam às aulas na próxima terça-feira

Os professores da UFPB decidiram terminar a greve e retornar às aulas na próxima terça-feira (13). A decisão foi tomada em assembleia realizada na tarde de hoje no campus da UFPB em João Pessoa. Também houve reuniões nos campi Areia e Bananeiras.

De acordo com informações, a contagem dos votos foi feita por contraste e a grande maioria aprovou a proposta de encerramento da paralisação. Foram registrados dois votos contrários e duas abstenções.

Faltam ainda os resultados de Areia e Bananeiras.

A greve, considerada a maior da história da universidade, durou exatos quatro meses. Na assembleia de hoje, o Comando de Greve responsabilizou o governo federal de não atender a pauta de reivindicações da categoria que incluía condições de trabalho, reajuste salarial e garantia de condições de funcionamento das atividades de ensino, pesquisa e extensão nas Universidades Públicas Federias.

O movimento foi deflagrado no dia 28 de maio e, segundo o comando de greve, ao longo do movimento, o Governo Federal programou um conjunto de medidas que tem agravado ainda mais as precárias condições de trabalho nas universidades públicas. Os cortes anunciados desde o início do ano, que atingiram a educação pública brasileira com perdas de mais de R$ 11 bilhões, prejudicaram o desenvolvimento de atividades de ensino, pesquisa e extensão em todo o país.

A reitora da UFPB, Margareth Diniz, se encontra em Brasília participando de uma reunião com todos os reitores das universidade federais do país, e ainda não se manifestou sobro o fim do movimento e como ficará a nova grade de reposição das aulas.

Em junho último, uma decisão do Consepe (Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFPB) havia suspenso o calendário de aulas e demais atividades da universidade.

A medida foi tomada para dar mais segurança aos alunos, tendo em vista que algumas atividades acadêmicas continuaram sendo realizadas apesar da greve. A suspensão foi retroativa ao início da greve, conforme solicitado pelos professores grevistas.

Da Redação

Nenhum comentário:

Postar um comentário