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terça-feira, 22 de julho de 2014

CBF usa Neymar como escudo para se defender do vexame




Manobra para a entidade respirar. O vexame ressuscitou um movimento de intervenção estatal na gestão do futebol brasileiro, como sugeriu Aldo Rebelo, Ministro do Esporte (leia mais ná pág. 5). E ainda há as cobranças sobre o futuro de Luiz Felipe Scolari.

Dois temas que José Maria Marín, presidente da CBF, e Marco Polo Del Nero, futuro mandatário (assume em 2015), tentam evitar. O cartola esteve ontem na concentração em Teresópolis, foi ao gramado durante o treino, mas negou-se a falar com os jornalistas.


Sobrou para o craque. E Neymar falou do massacre imposto pela Alemanha, por 7 a 1, como se tivesse vestido a camisa 10 no Mineirão. E, repetindo o discurso da comissão técnica, considerou a goleada algo “inacreditável, inexplicável”.

“Fomos fracassados, sim, perdemos. Mas faz parte perder ou ganhar”, comentou o atacante, que integrará a delegação que tem compromisso com a Holanda na decisão do 3.º lugar, amanhã, no Mané Garrincha.

Foi a primeira entrevista do atleta após a contusão que o tirou do Mundial. No triunfo por 2 a 1 sobre a Colômbia, dia 4 de julho, Neymar foi atingido pelo lateral-direito Zúñiga com uma joelhada nas costas e fraturou a terceira vértebra da coluna.

A lembrança do lance o levou às lágrimas: “Se fosse dois centímetros para dentro, eu poderia estar de cadeira de roda. É complicado falar. Num momento tão importante da minha carreira, acabar sofrendo… Mas aconteceu, vida que segue”.

Neymar revelou que perdoou o colombiano, embora tenha considerado “anormal” a entrada: “O Zúñiga até me ligou, pediu desculpas, [falou] que não queria me machucar, disse um bocado de coisa legal. Desejo que tenha sucesso na carreira”.

Em outro momento importante da coletiva, afirmou que vai torcer pela Argentina contra a Alemanha, na final da competição, domingo, no Maracanã. “Vou torcer pelos meus companheiros [de Barcelona], Messi e Mascherano. Tinha o Messi como ídolo, espelho, e passei a admirar a pessoa. Pela história que ele e o Mascherano têm, merecem o título.”



Fonte: Gazeta do Povo

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