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quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Prêmio de inovação educacional recebe inscrições até dia 30



Uma ação simples como tomar um medicamento foi a motivação da criação do Programa Municipal de Escolarização do Adulto e da Pessoa Idosa (PROMEAPI). No caso, não tomar o remédio foi a evidência do programa Médico da Família que levou à conclusão de que muitos idosos eram prejudicados em seus tratamentos por não saberem ler. Existente há 10 anos, o PROMEAPI foi destacado pelo Prêmio Inovação em Gestão Educacional em 2011. A premiação é promovida pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e está com inscrições abertas até 30 de setembro.



Segundo o gerente da educação de jovens e adultos do programa, Mauro Roberto Moreira de Brito, já foram alfabetizados mais de 5 mil alunos acima de 35 anos. O projeto é oferecido pela Secretaria Municipal de Educação de Manaus, em parceria com instituições públicas da cidade, onde acontecem as aulas. As turmas têm no mínimo 20 alunos. Atualmente, o PROMEAPI conta com 34 turmas, atendendo 690 alunos, com duração mínima de um ano, podendo chegar a três. Após esse período, os alunos são encaminhados para a escola regular. “O projeto tem uma enorme relevância para o município, pois tira o idoso ocioso de casa, aumenta a qualidade de sua vida e evita que ele adoeça, melhorando com a educação, a saúde pública”, conta o diretor.

Em Diadema, o programa Cidade na Escola oferece atividades como aulas de grafite e hip hopFoto: Divulgação

Os alunos costumam ser assíduos, como Ana Maria Monteiro, 60 anos, que voltou a estudar pela primeira vez desde que parou, na 4ª série. “Estou achando as aulas maravilhosas. Só o fato de voltar para a sala de aula com 60 anos já é uma conquista. Comecei a estudar inglês e percebi que precisava melhorar também o português”, conta. Para dona Ana, voltar a estudar não tem idade. “Quando você decide que quer aprender, deve romper as barreiras e preconceitos. As possibilidades que se abrem são imensas para quem estuda. Quem não sabe ler fica cego, a leitura é necessária para tudo, até para ir ao banco”, conclui.

As aulas são ministradas a partir do resgate da memória dos alunos, que contam suas lembranças aos professores. As lembranças são transcritas e, a partir delas, os alunos são alfabetizados. As aulas são gratuitas, e os alunos recebem material escolar da secretaria de educação, que também arca com os gastos de infraestrutura.

Qualificação de professores indígenas

No Mato Grosso do Sul, em Dourados, a Secretaria Municipal de Educação, em parceria com os governos estadual e federal e com a Faculdade Getúlio Vargas (FGV), criou o Programa de Ações Educativas e Complementares, focado na qualificação de professores indígenas. Conforme o coordenador de departamento de educação indígena, Izaque de Souza, era preciso solucionar a falta de professores sem formação nas aldeias. O programa consiste em dois cursos com a mesma carga horária dos regulares.

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